25 de dezembro de 2025

30 de agosto de 2024

O sistema antropocêntrico: sua lógica e princípios.

A rejeição humana do sistema natural — isto é, a insubordinação e a desobediência humanas ao sistema hospedeiro — deve ser considerada o NASCIMENTO DO SISTEMA VIRTUAL:

– Os seres humanos começam rejeitando a lógica e os princípios naturais assim que emergem da alucinação, criando o hábito de repetir essa rejeição regularmente a cada retorno ao sistema natural. Os seres humanos se acostumam a rejeitar o sistema natural, mas a cada retorno à sua alucinação, até que, para rejeitar definitivamente o sistema natural, permanecem permanentemente presos à sua alucinação.

– Os seres humanos substituem gradualmente a lógica natural por outra lógica e os princípios naturais, um a um, por outros princípios, porque têm a obrigação de alimentar seus mecanismos com dados e informações.

Esses recursos foram inicialmente coletados de forma anárquica, tornando-se gradualmente mais consistentes, até que ordenaram suas ações e estabeleceram princípios e uma lógica.

Como Yπ explicou anteriormente, o princípio dominante que surgiu simultaneamente à rejeição do sistema natural é o princípio de que OS SERES HUMANOS SÃO DONOS DE TUDO.

Isso construiu a seguinte lógica:

Seu referencial, ou seja, seu ambiente imediato, está a seu serviço. Isso foi então estendido a todo o sistema hospedeiro e, posteriormente, a todo o sistema natural.

Este princípio dominante colocou a humanidade na posição de ladra, por meio do sistema natural, que a forçou a inverter os papéis através de outros princípios que fazem com que sua posição de ladra desapareça diante do sistema natural, inventando todo tipo de princípios que, diante do sistema natural, nada mais são do que uma lógica antinatural e diversos princípios antinaturais, dos quais os mais conhecidos são:

– No sistema natural, prevalece a lei do mais forte.

– Ele inventa direitos, leis, sendo a mais conhecida o direito de matar. Este direito é acompanhado de justificativas « legais », como o direito divino, que são inspiradas por seus próprios interesses.

– Esta lei do mais forte autoriza os seres humanos a matar outros elementos para seu próprio benefício.

– Ele inventou a ideia errônea de hierarquia e supremacia: que os seres humanos são os seres vivos supremos e superiores.

Com a hierarquia dos predadores como exemplo primordial, essa hierarquia e toda a sua argumentação legitimam a posição dos seres humanos no topo da pirâmide. Etc., etc., etc.

EM RESUMO:

Todos os direitos, todas as leis que ele criou, todos os argumentos que apresentou servem apenas para tornar lógicos os seguintes princípios para todas as espécies vivas, para todos os elementos do sistema natural:

Os seres humanos estão no centro do sistema natural.

Os seres humanos são donos do sistema natural.

O sistema natural serve aos seres humanos.


NOTA:

Dentro do sistema antropocêntrico, a expressão « CONTRA A NATUREZA » refere-se a algo que se opõe ao sistema natural de qualquer forma.

Essa oposição ao sistema natural implica, para quem a desenvolve, que seu poder é superior ao poder do sistema natural.

Portanto, os seres humanos desafiam constantemente o poder do sistema natural, independentemente dos riscos que correm.

É a lógica e os princípios criados por sua ilusão que lhes permitem comportar-se dessa maneira, sem qualquer conhecimento preciso dos riscos que enfrentam por parte do sistema natural.

Enquanto o retorno total estimado (no momento de sua construção) produzido pelos seres humanos em benefício do sistema natural não for inferior ao retorno total esperado pelo sistema natural, este permite que os seres humanos ajam dessa maneira. O resultado se manifesta quando o ser humano é removido do sistema hospedeiro no ponto B.

(Lembrete: o rendimento total é o volume produzido por todos os indivíduos da mesma espécie. No caso dos humanos, a totalidade de sua espécie é chamada de « humanidade ».)

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